Dedicou-se ao fomento da "koronia bungaku" (literatura da colônia)
Perfil
Nascido em 1912. Em junho de 1925, partiu do porto de Kobe no navio Chicago Maru, viajando com Takeo Kawai.
Ao chegar em São Paulo, foi morar no alojamento da Seishu Gijuku, dirigido por Midori Kobayashi. Conciliava o trabalho de office boy no Consulado Geral do Japão com os estudos noturnos. Ainda jovem, iniciou sua trajetória literária enviando colaborações ao jornal Seishu Shimpo de Bauru, assinando com o pseudônimo "Shiun". Colaborou intensamente com diversos jornais da época, como o Brasil Jihō e o Nippaku Mainichi do período pré-guerra, publicando traduções, críticas literárias, resenhas cinematográficas e textos sobre história da literatura brasileira. Utilizava diferentes pseudônimos: "Tsuyoshi Kose" para traduções e "Jōji Iseki" para apresentações da história literária brasileira.
Entre as décadas de 1960 e 1970, ele se dedicou à promoção da literatura da colônia, atuando como jurado em prêmios literários como o 'Prêmio Literário Paulista' (do Jornal Paulista), o Prêmio Literário 'Agricultura e Cooperativismo' (Nōgyō to Kyōdō) e o 'Prêmio Literário da Colônia' da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa.
Possuía também profundo conhecimento sobre cinema e, na década de 1970, foi selecionado como membro do júri da Censura Cinematográfica Brasileira (Eirin)
Foi membro fundador do Centro de Estudos Nipo-Brasileiro ( CENB ), onde assumiu o cargo de Conselheiro Especializado e serviu como Diretor de 1986 a 1993.