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Crédito da fotografia: XXII COPANI Brasil 2026
Nos dias 5, 6 e 7 de junho de 2026, São Paulo sediou a XXII edição da Convenção Panamericana Nikkei (COPANI). Com o tema “Liderando a mudança”, o evento convidou os participantes a refletirem sobre seu papel na promoção de transformações positivas na sociedade.
O presidente do CENB, Jorge Okubaro, foi convidado a contribuir com a sessão “Vozes Nikkei” no livreto oficial da XXII COPANI. Além disso, participou da sessão temática do dia 6, “III Simpósio de Museus de Imigração”, ao lado de representantes de museus de imigração japonesa do Brasil e do exterior.
Em sua apresentação, destacou a importância do acervo do CENB que, embora não se configure como um museu, constitui “um registro da história da imigração japonesa no Brasil e das atividades dos imigrantes japoneses no país. Trata-se de material de interesse cultural, científico, artístico e histórico”, em suas palavras.
Para saber mais sobre como foi a XXII COPANI, acesse o site https://copanibrasil.com.br/ e @copani.apn no Instagram.

Crédito da fotografia: XXII COPANI Brasil 2026
(Texto de Jorge Okubaro para a XXII COPANI Brasil 2026)
Embora com participação modesta nas populações locais, os japoneses e seus descendentes deixaram e continuam a deixar marcas nos países das Américas que os aceitaram e abrigaram.
São registros de sua presença e permanência. Na agricultura estão as primeiras marcas e as mais fortes. Mas elas são muitas mais, alcançam da mesa de refeições aos hábitos de consumo, do entretenimento às artes, do comportamento à pesquisa científica.
Conhecê-las e explicá-las em suas razões e manifestações tem sido tarefa a que, há décadas, se dedicam muitos estudiosos. Deve-se a eles a compreensão mais precisa que se tem hoje da presença dos japoneses e seus descendentes nas Américas.
Mas ainda há muito a ser conhecido e entendido. Temas que antes pareciam pouco relevantes quando muito ainda havia a ser pesquisado hoje assumem relevância talvez impensável algumas décadas atrás.
Dificuldades de adaptação de nipodescendentes ao ambiente social e eventuais manifestações de rejeição à sua presença são temas não convencionais que talvez continuem a incomodar, mas que já merecem atenção de pesquisadores.
Há muitos outros, além dos que, já estudados, têm faces que carecem de reflexão mais aprofundada. Por isso, os estudos sobre os japoneses e seus descendentes no Brasil e nas Américas continuam relevantes.
E a COPANI 2026, com seu instigante e inspirador tema “Liderando a mudança positiva”, mostrará isso.