{"id":41270,"date":"2012-07-06T19:17:00","date_gmt":"2012-07-06T19:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.cenb.org.br\/?post_type=historical-figures&#038;p=41270"},"modified":"2025-10-21T21:38:52","modified_gmt":"2025-10-21T21:38:52","slug":"kenkichi-shimomoto","status":"publish","type":"historical-figures","link":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/historical-figures\/kenkichi-shimomoto\/","title":{"rendered":"\u4e0b\u5143\u5065\u5409 Kenkichi Shimomoto"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-right\">sexta-feira, 06 de julho de 2012<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"138\" height=\"200\" src=\"https:\/\/cenb.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/shimomoto_kenkichi.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-21143\" style=\"width:192px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/cenb.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/shimomoto_kenkichi.jpg 138w, https:\/\/cenb.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/shimomoto_kenkichi-8x12.jpg 8w\" sizes=\"auto, (max-width: 138px) 100vw, 138px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Sr. Kenkichi Shimomoto teve um fim s\u00fabito e dram\u00e1tico \u00e0s 13h30 do dia 25 de setembro de 1957 (32\u00ba ano da Era Sh\u014dwa), justamente na sala da presid\u00eancia da Cooperativa Cotia \u2014 institui\u00e7\u00e3o \u00e0 qual ele havia dedicado toda a sua alma e energia para administrar. Tinha 60 anos de idade.<br><br>No dia seguinte, 26 de setembro, os restos mortais do Sr. Shimomoto, cobertos pelas orqu\u00eddeas brancas que ele tanto amava, foram despedidos em um 'Funeral da Cooperativa' (Kumiaiso). Foi uma cerim\u00f4nia de car\u00e1ter oficial, organizada pela Cooperativa Cotia como preito de gratid\u00e3o e reconhecimento m\u00e1ximo \u00e0quele que foi seu pilar fundamental.\n\nA cerim\u00f4nia contou com a presen\u00e7a de cerca de 10 mil pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, incluindo representantes dos governos federal do Brasil, estadual e do governo japon\u00eas.\n\nEste fato \u00e9 um testemunho de qu\u00e3o querido e respeitado ele era por tantas pessoas; foi, verdadeiramente, como se uma \u00e1rvore gigante tivesse tombado, deixando um vazio imenso no cora\u00e7\u00e3o de todos.<br><br>Em reconhecimento aos seus m\u00e9ritos em vida, o governo japon\u00eas o condecorou com a Ordem do Sol Nascente, Raios de Ouro e Roseta (5\u00aa classe). O governo brasileiro, por sua vez, prestou-lhe uma homenagem p\u00f3stuma com a Ordem Nacional do M\u00e9rito. Al\u00e9m disso, a cidade de S\u00e3o Paulo nomeou uma de suas importantes avenidas como \"Avenida Kenkiti Shimomoto\", imortalizando sua contribui\u00e7\u00e3o para a posteridade.\n\nEstas honrarias representam as gl\u00f3rias mais brilhantes j\u00e1 alcan\u00e7adas por um japon\u00eas que chegou ao pa\u00eds como um simples imigrante. Sua biografia confunde-se com os pr\u00f3prios 30 anos de hist\u00f3ria da Cooperativa Cotia; n\u00e3o se pode conceber Shimomoto longe da Cooperativa, nem se pode narrar a hist\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o sem mencionar Shimomoto. Tais pr\u00eamios foram o justo reconhecimento de uma obra monumental.<br><br>O Sr. Shimomoto nasceu em 24 de outubro de 1897 (30\u00ba ano da Era Meiji), no vilarejo de Yoneyama, distrito de Takaoka, prov\u00edncia de Kochi, como o terceiro filho de Souma e Kiyo Shimomoto. Aos 16 anos, em 1914 (3\u00ba ano da Era Taish\u014d), imigrou para o Brasil a bordo do navio Teikoku Maru, acompanhando a fam\u00edlia de seu irm\u00e3o mais velho, Ryotaro.\n\nTrabalhou por um ano agr\u00edcola como colono na fazenda Boa Vista, pr\u00f3xima \u00e0 esta\u00e7\u00e3o Piraju da linha Sorocabana. Em setembro do ano seguinte, estabeleceu-se no n\u00facleo de coloniza\u00e7\u00e3o que estava sendo formado em Moinho Velho, no distrito de Cotia, sub\u00farbio de S\u00e3o Paulo \u2014 o local que viria a ser conhecido como a \"Vila Cotia\".<br><br>Inicialmente, a Vila Cotia contava com apenas quatro fam\u00edlias japonesas que se dedicavam ao cultivo da batata, mas o assentamento cresceu gradualmente at\u00e9 atingir cerca de 50 fam\u00edlias. Na comercializa\u00e7\u00e3o da batata produzida, os agricultores eram constantemente v\u00edtimas da explora\u00e7\u00e3o cruel dos intermedi\u00e1rios urbanos. Para enfrentar essa situa\u00e7\u00e3o, surgiu o movimento para fundar uma cooperativa de venda conjunta como medida de autodefesa.\n\nAssim, em 11 de dezembro de 1927 (2\u00ba ano da Era Sh\u014dwa), foi fundada a 'Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada dos Produtores de Batata de Cotia', com um capital social de 290 contos de r\u00e9is e 83 membros fundadores.<br><br>Em 1925, ao retornar ao Jap\u00e3o para se casar, Shimomoto observou o florescimento das cooperativas nas zonas rurais japonesas. Essa experi\u00eancia trouxe-lhe profundos ensinamentos e a convic\u00e7\u00e3o de que aquele modelo era a solu\u00e7\u00e3o ideal para os problemas enfrentados em Cotia. Inspirado por essa vis\u00e3o, ao retornar ao Brasil, ele atendeu prontamente ao chamado do Consulado para forma\u00e7\u00e3o de uma cooperativa agr\u00edcola.\nDedicando-se de corpo e alma \u00e0 sua funda\u00e7\u00e3o, foi eleito o primeiro diretor-presidente da organiza\u00e7\u00e3o com apenas 29 anos de idade. (Em 1932, com a promulga\u00e7\u00e3o da Lei de Cooperativas no Brasil, a entidade foi devidamente registrada e passou a se chamar oficialmente Cooperativa Central de Cotia).<br><br>Nos primeiros anos ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o, a falta de uma compreens\u00e3o plena sobre a doutrina cooperativista gerou conflitos internos de opini\u00e3o que, por diversas vezes, colocaram a institui\u00e7\u00e3o \u00e0 beira do colapso. Contudo, foi gra\u00e7as aos esfor\u00e7os incans\u00e1veis de Shimomoto \u2014 que defendia com firmeza que a uni\u00e3o baseada no cooperativismo era o \u00fanico caminho para a sobreviv\u00eancia \u2014 que a organiza\u00e7\u00e3o conseguiu superar essas crises.\n\nAl\u00e9m disso, quando a gest\u00e3o enfrentava dificuldades extremas por falta de capital, ele chegava a oferecer seus pr\u00f3prios bens como garantia para viabilizar empr\u00e9stimos \u00e0 cooperativa. Sua dedica\u00e7\u00e3o foi absoluta, manifestando-se tanto no campo ideol\u00f3gico quanto no sacrif\u00edcio material, entregando tudo de si para que o projeto prosperasse.<br><br>A cooperativa conseguiu atravessar a Grande Depress\u00e3o de 1929 (4\u00ba ano da Era Sh\u014dwa) e, finalmente, consolidar suas bases. No entanto, os comerciantes de batata do mercado local, que viam suas atividades limitadas pelo crescimento da organiza\u00e7\u00e3o, passaram a hostiliz\u00e1-la. Eles chegaram a formar um boicote conjunto, visando aniquilar a cooperativa de uma s\u00f3 vez.\n\nDiante desse desafio que colocava em risco o sustento de centenas de fam\u00edlias de agricultores, Shimomoto ordenou a todos os membros a suspens\u00e3o total dos carregamentos. Trabalhando incansavelmente dia e noite, ele percorreu todas as dire\u00e7\u00f5es para fortalecer a uni\u00e3o dos cooperados \u2014 que por vezes vacilavam diante da press\u00e3o \u2014 e executou um controle rigoroso de distribui\u00e7\u00e3o. Por fim, os comerciantes foram for\u00e7ados a se retratar e pedir desculpas, resultando em uma vit\u00f3ria gloriosa para a cooperativa.<br><br>Sem essa decis\u00e3o audaciosa do Sr. Shimomoto, o desenvolvimento posterior da cooperativa teria enfrentado obst\u00e1culos grav\u00edssimos. Do ponto de vista da hist\u00f3ria do cooperativismo no Brasil, este incidente foi um acontecimento memor\u00e1vel que merece destaque especial.\n\nA vit\u00f3ria consolidou n\u00e3o apenas a autonomia dos agricultores japoneses, mas tamb\u00e9m serviu como um marco hist\u00f3rico que demonstrou a for\u00e7a e a efic\u00e1cia do sistema cooperativista dentro da estrutura econ\u00f4mica brasileira.<br><br>Dessa forma, a cooperativa tornou-se ainda mais s\u00f3lida. Prevendo os desafios do futuro, Shimomoto prop\u00f4s uma mudan\u00e7a na estrat\u00e9gia de gest\u00e3o, passando a adotar gradualmente a comercializa\u00e7\u00e3o diversificada de produtos, como hortali\u00e7as, frutas e ovos, al\u00e9m da batata. Essa medida n\u00e3o apenas assegurou a estabilidade financeira da institui\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m permitiu a inclus\u00e3o de agricultores que se dedicavam a diferentes tipos de cultivo.\n\nComo resultado, o quadro de 83 membros fundadores cresceu para quase 6.000 associados at\u00e9 mar\u00e7o de 1958. Da mesma forma, o volume total de neg\u00f3cios, que era de 679 mil cruzeiros no per\u00edodo de 1928-29, atingiu a cifra astron\u00f4mica de 4 bilh\u00f5es, 507 milh\u00f5es e 25 mil cruzeiros no exerc\u00edcio de 1957-58<br><br>A abrang\u00eancia de suas opera\u00e7\u00f5es expandiu-se do estado de S\u00e3o Paulo para os estados vizinhos, passando a realizar tanto a exporta\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas quanto a importa\u00e7\u00e3o direta de fertilizantes, implementos agr\u00edcolas e sementes. Assim, a organiza\u00e7\u00e3o desenvolveu-se at\u00e9 tornar-se, de fato e de direito, a maior cooperativa de toda a Am\u00e9rica do Sul.<br>\u3000<br>\u00c9 evidente que uma organiza\u00e7\u00e3o como a cooperativa s\u00f3 alcan\u00e7a sua grandeza por meio da colabora\u00e7\u00e3o de todos os seus membros, e que seu desenvolvimento n\u00e3o foi obra exclusiva de um \u00fanico indiv\u00edduo. No entanto, o papel do Sr. Shimomoto foi monumental ao lidar com associados que, por vezes, tendiam a buscar lucros pessoais em detrimento do benef\u00edcio coletivo.\n\nEle pregava exaustivamente o esp\u00edrito cooperativista e, quando necess\u00e1rio, chegava a bater na mesa para corrigir erros e apontar o caminho certo. Sua lideran\u00e7a foi decisiva para conter movimentos de dissid\u00eancia instigados por ambiciosos oportunistas. Se, por um lado, ele chorava as dores dos pequenos agricultores como se fossem as suas pr\u00f3prias, por outro, demonstrava um entusiasmo sobre-humano na expans\u00e3o da cooperativa, visando o desenvolvimento da agricultura brasileira em uma perspectiva macrosc\u00f3pica. A presen\u00e7a de Shimomoto era como uma estrutura de a\u00e7o: s\u00f3lida e inabal\u00e1vel, sustentando toda a organiza\u00e7\u00e3o.<br><br>N\u00e3o foi por acaso que se tornou comum ouvir dizer: '\u00c9 Shimomoto pela Cotia, ou \u00e9 a Cotia por Shimomoto?'. Tal express\u00e3o refletia a simbiose perfeita entre o homem e a institui\u00e7\u00e3o, onde um j\u00e1 n\u00e3o podia ser definido sem o outro.<br><br>A amplitude de sua vis\u00e3o e sua energia incans\u00e1vel n\u00e3o se limitavam apenas aos neg\u00f3cios da cooperativa; Shimomoto dedicava profunda aten\u00e7\u00e3o \u00e0s alegrias e ang\u00fastias de toda a comunidade nipo-brasileira (Col\u00f4nia). Um exemplo disso foi sua lideran\u00e7a pioneira no 'Movimento de Conscientiza\u00e7\u00e3o' (Ninsiki Undo) durante o per\u00edodo de confus\u00e3o ideol\u00f3gica que abalou a Col\u00f4nia ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial.\n\nPode-se dizer que, com o fim da guerra, aquele que era conhecido como o 'Shimomoto da Cotia' transformou-se no 'Shimomoto da Col\u00f4nia', tornando-se uma figura central para todo o conjunto da sociedade de origem japonesa no Brasil.<br><br>O fato de destinar verbas da cooperativa para o envio de t\u00e9cnicos e para a orienta\u00e7\u00e3o de jovens agricultores era uma clara demonstra\u00e7\u00e3o do amor de Shimomoto pela comunidade (Col\u00f4nia) e, especialmente, pelas zonas rurais. Ele acreditava que o progresso t\u00e9cnico e humano no campo era essencial para o bem-estar de todos.<br><br>Ap\u00f3s sua visita ao Jap\u00e3o em mar\u00e7o de 1956 (31\u00ba ano da Era Sh\u014dwa), que lhe conferiu uma vis\u00e3o ideol\u00f3gica ainda mais ampla e profunda, Shimomoto planejou e colocou em pr\u00e1tica a vinda de 1.500 jovens imigrantes solteiros pela Cooperativa Central de Cotia, como uma solu\u00e7\u00e3o para o problema social do excedente populacional nas zonas rurais japonesas.\n\nEm abril de 1957, para celebrar o 30\u00ba anivers\u00e1rio de sua funda\u00e7\u00e3o, a Cooperativa Central de Cotia realizou a Exposi\u00e7\u00e3o Nacional de Produtos Agr\u00edcolas. A cerim\u00f4nia de abertura teve a honra de receber o Ministro da Agricultura, Sr. Meneghetti, como representante do Presidente da Rep\u00fablica Juscelino Kubitschek. Com um p\u00fablico recorde de 300 mil visitantes durante os cinco dias de evento, a exposi\u00e7\u00e3o demonstrou ao mundo o prest\u00edgio da Cooperativa Cotia, consolidada \u2014 de fato e de direito \u2014 como a maior de toda a Am\u00e9rica do Sul.<br><br>Al\u00e9m disso, o Sr. Shimomoto foi o principal idealizador da Cooperativa Central Agr\u00edcola de Coloniza\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo. Esta entidade foi constitu\u00edda como o \u00f3rg\u00e3o receptor local para o Grupo de Jovens para o Desenvolvimento Industrial (Sangyo Kaihatsu Seinentei), tendo sua assembleia geral de funda\u00e7\u00e3o realizada em 27 de outubro de 1957 (32\u00ba ano da Era Sh\u014dwa).<br><br>Shimomoto afirmava com convic\u00e7\u00e3o: 'O projeto de imigra\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o possui uma relev\u00e2ncia muito mais vital para o pa\u00eds que acolhe do que para o que envia os seus filhos. Se o planejamento de recep\u00e7\u00e3o for falho, ou se o imigrante for deixado \u00e0 deriva, sem o apoio necess\u00e1rio para se estabelecer, a infelicidade n\u00e3o ser\u00e1 apenas individual; tornar\u00e1-se um \u00f4nus social e uma fonte de cr\u00edticas para o Estado receptor. Por isso, \u00e9 nosso dever transformar nossa viv\u00eancia em um alicerce para os que chegam agora'.\nHoje, nossa comunidade celebra o 50\u00ba Anivers\u00e1rio da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa com grandes \u00eaxitos em diversas \u00e1reas. No entanto, oferecer nossas amargas experi\u00eancias e nossas valiosas conquistas para orientar e fixar os novos imigrantes \u00e9 um ato de amor ao pr\u00f3ximo, amor \u00e0 p\u00e1tria e, acima de tudo, um servi\u00e7o \u00e0 na\u00e7\u00e3o brasileira. Por meio da coopera\u00e7\u00e3o generosa \u2014 tanto moral quanto material \u2014 dos veteranos da Col\u00f4nia, pretendemos fundar uma cooperativa para os que vir\u00e3o.\"\n\nEste foi o apelo de Shimomoto \u00e0 Col\u00f4nia, uma mensagem em que ele depositou seu grande sonho de ser o baluarte para o futuro da imigra\u00e7\u00e3o e para o progresso agr\u00edcola do Brasil. Consciente do agravamento progressivo de sua doen\u00e7a, ele continuou a trabalhar dia e noite para fundar a Cooperativa Central Agr\u00edcola de Coloniza\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo. Pode-se dizer que foi um destino singular o fato de ele ter falecido \u00e0s v\u00e9speras da assembleia geral de funda\u00e7\u00e3o pela qual tanto lutou.<br><br>No plano pessoal, o Sr. Shimomoto era um homem de um senso de responsabilidade inabal\u00e1vel. Devido \u00e0 sua grande autoconfian\u00e7a, possu\u00eda uma personalidade forte e determinada, n\u00e3o recuando diante de desafios ou cr\u00edticas. Por outro lado, era dotado de uma generosidade profunda: cuidava de seus subordinados com extrema aten\u00e7\u00e3o e, mesmo em casos onde era inevit\u00e1vel o desligamento de algu\u00e9m da cooperativa, ele se esfor\u00e7ava nos bastidores para garantir que essa pessoa recebesse o apoio necess\u00e1rio.\n\nEssa natureza benevolente e protetora fez com que ele fosse carinhosamente chamado de 'O Nosso Pai' (O Nosso Velho), sendo admirado e respeitado por todos, tanto dentro quanto fora da organiza\u00e7\u00e3o.<br><br>Aqueles que ficaram profundamente consternados e lamentaram sua partida repentina n\u00e3o foram apenas os membros da Cooperativa Cotia; na verdade, a tristeza foi sentida de forma ainda mais intensa pelos membros da Col\u00f4nia que n\u00e3o tinham qualquer rela\u00e7\u00e3o direta de interesse com a organiza\u00e7\u00e3o. Isso ocorreu porque Shimomoto estendeu suas asas protetoras sobre toda a comunidade nipo-brasileira, agindo em prol do bem comum.\n\nSua vida exemplificou perfeitamente o antigo prov\u00e9rbio: 'A virtude n\u00e3o vive na solid\u00e3o; aquele que a possui sempre encontrar\u00e1 companheiros'. De fato, o imenso n\u00famero de pessoas que choraram sua morte foi a prova definitiva de que sua integridade e nobreza de esp\u00edrito conquistaram o cora\u00e7\u00e3o de todos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"featured_media":21143,"template":"","special_columns":[978],"class_list":["post-41270","historical-figures","type-historical-figures","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","special_columns-pioneers"],"blocksy_meta":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/historical-figures\/41270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/historical-figures"}],"about":[{"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/historical-figures"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21143"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"special_columns","embeddable":true,"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/special_columns?post=41270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}