{"id":41299,"date":"2009-11-04T17:59:25","date_gmt":"2009-11-04T17:59:25","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.cenb.org.br\/?post_type=historical-figures&#038;p=41299"},"modified":"2025-10-22T14:00:20","modified_gmt":"2025-10-22T14:00:20","slug":"nobutane-egoshi","status":"publish","type":"historical-figures","link":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/historical-figures\/nobutane-egoshi\/","title":{"rendered":"\u6c5f\u8d8a\u4fe1\u80e4 Nobutane Egoshi"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-right\">quarta-feira, 04 de novembro de 2009<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"264\" src=\"https:\/\/cenb.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/egoshi_nobutane.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-21050\" style=\"width:195px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/cenb.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/egoshi_nobutane.jpg 180w, https:\/\/cenb.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/egoshi_nobutane-8x12.jpg 8w\" sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o do Sr. Nobutane Egoshi no Brasil foi dividida em duas fases: primeiro como engenheiro agr\u00f4nomo da Companhia Ultramarina de Coloniza\u00e7\u00e3o (KKKK) e, mais tarde, como engenheiro da se\u00e7\u00e3o de agricultura do Consulado Geral em S\u00e3o Paulo. Assim, ele atuou nos setores privado e p\u00fablico.<br><br>O Sr. Egoshi nasceu em 21 de abril de 1885 (18\u00ba ano da Era Meiji) em Shiba Sakuma-ch\u014d, T\u00f3quio.\n\nEm julho de 1911 (44\u00ba ano da Era Meiji), ele se formou no Departamento de Agricultura da Universidade de Agricultura de T\u00f3quio (<em>T\u014dky\u014d N\u014dka Daigaku N\u014dgakka<\/em>) e atuou como instrutor de um curso de consolida\u00e7\u00e3o de terras da Associa\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola do Grande Jap\u00e3o (<em>Dai Nihon N\u014dkai<\/em>).\n<br><br>\nEm mar\u00e7o de 1914 (3\u00ba ano da Era Taish\u014d), foi nomeado como engenheiro da prov\u00edncia de Iwate e encarregado de ser o diretor da \nEsta\u00e7\u00e3o Experimental Agr\u00edcola de Iwate.\nQuatro anos depois, em janeiro de 1918 (7\u00ba ano da Era Taish\u014d), ele renunciou ao cargo de engenheiro. Em mar\u00e7o, ele recebeu a ordem de viajar ao Brasil, passando pela Am\u00e9rica do Norte  e visitando o Peru, o Chile e a Argentina para realizar pesquisas agr\u00edcolas.\n\nA partir de setembro do mesmo ano, ele trabalhou como representante da filial da Companhia Ultramarina de Coloniza\u00e7\u00e3o (KKKK) em S\u00e3o Paulo, dedicando-se \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da compra de terras agr\u00edcolas.<br><br>Em mar\u00e7o de 1919 (8\u00ba ano da Era Taish\u014d), ele foi nomeado gerente da Fazenda Anhumas, uma subsidi\u00e1ria da Companhia Ultramarina de Coloniza\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s trabalhar por 2 anos e 9 meses, em dezembro de 1921 (10\u00ba ano da Era Taish\u014d), ele deixou a Companhia Ultramarina de Coloniza\u00e7\u00e3o\u3000(KKKK) e imediatamente se tornou consultor administrativo do Consulado Geral em S\u00e3o Paulo, onde passou a trabalhar na se\u00e7\u00e3o de agricultura.<br><br>Em 1924 (13\u00ba ano da Era Taish\u014d), ele passou da posi\u00e7\u00e3o de consultor administrativo do Consulado Geral em S\u00e3o Paulo para consultor administrativo  do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, sendo ordenado a continuar trabalhando no Consulado Geral em S\u00e3o Paulo.<br><br>L\u00e1, ele se dedicou principalmente \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o agr\u00edcola dos imigrantes. Contudo, sua realiza\u00e7\u00e3o mais not\u00e1vel  foi, provavelmente, o apoio que deu \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da Cooperativa Agr\u00edcola de Cotia.<br><br>A Cooperativa Agr\u00edcola de Cotia \u00e9 a mais antiga e a que apresenta o desenvolvimento mais not\u00e1vel entre as cooperativas organizadas por japoneses e seus descendentes residentes no Brasil. Atualmente, sua estrutura e n\u00famero de membros s\u00e3o considerados os maiores da Am\u00e9rica do Sul. Tanto \u00e9 que, hoje em dia, a maioria dos viajantes japoneses que visitam o Brasil tem como praxe realizar visitas de inspe\u00e7\u00e3o \u00e0 Fazenda Tozan, em Campinas, e \u00e0 Cooperativa Agr\u00edcola de Cotia.<br><br>Inicialmente, quando agricultores japoneses se reuniram de v\u00e1rios lugares com o objetivo de cultivar batata inglesa, existiu temporariamente em Cotia uma entidade de natureza cooperativista industrial centrada no Sr. Shigeru Takebe. No entanto, ela se tornou mais uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do que uma entidade industrial e acabou sendo destru\u00edda devido aos atritos entre os colonos.\n<br><br>\nA partir dessa \u00e9poca, o n\u00famero de imigrantes japoneses no Brasil aumentou gradualmente, col\u00f4nias foram estabelecidas em diversas regi\u00f5es e, \u00e0 medida que o desenvolvimento econ\u00f4mico dos agricultores passou a ser seriamente considerado, o movimento cooperativista, embora de forma incipiente, come\u00e7ou a ganhar for\u00e7a.<br><br>Ou seja, por volta de 1917 e 1918, uma proposta foi levantada por iniciativa do Sr. Masuji Yano, figura proeminente de Cotia, para instalar um armaz\u00e9m em Pinheiros, nos arredores da cidade de S\u00e3o Paulo, visando o transporte e a armazenagem dos produtos agr\u00edcolas, e para construir uma estrada de Cotia at\u00e9 Pinheiros.<br><br>A quest\u00e3o foi considerada seriamente, como um assunto de vida ou morte para todos os colonos, e houve grande empenho em sua concretiza\u00e7\u00e3o. No entanto, o governo estadual concluiu que n\u00e3o haveria problema em instalar armaz\u00e9ns mesmo ap\u00f3s a abertura das estradas, e assim esse movimento acabou enfraquecendo naturalmente.\n<br><br>\nNessa \u00e9poca, o Departamento de Agricultura do Consulado Geral estava sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e se dedicava \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o dos imigrantes. Como havia uma forte demanda por parte da comunidade japonesa no Brasil pela cria\u00e7\u00e3o de uma institui\u00e7\u00e3o financeira, o departamento estava realizando pesquisas e estudos sobre a viabilidade disso a partir de diversos \u00e2ngulos.<br><br>Visto que a situa\u00e7\u00e3o da \u00e9poca tornava a concretiza\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel a curto prazo, chegou-se \u00e0 conclus\u00e3o de que a alternativa seria estabelecer a base econ\u00f4mica da agricultura por meio das cooperativas agr\u00edcolas\/industriais.\n\nFoi, ent\u00e3o, adotada a estrat\u00e9gia de promover investiga\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da se\u00e7\u00e3o de agricultura e incentivar e fomentar a funda\u00e7\u00e3o dessas cooperativas nas regi\u00f5es consideradas adequadas.<br><br>Coincidentemente, neste momento prop\u00edcio, o Sr. Egoshi, engenheiro da se\u00e7\u00e3o de agricultura do Consulado Geral, realizou uma palestra em Cotia e enfatizou a necessidade urgente da constru\u00e7\u00e3o de um armaz\u00e9m. Sua fala imediatamente obteve a simpatia de todos os colonos.\n<br><br> \nDevido, em particular, \u00e0 defesa fervorosa de pessoas como o Sr. Kenkichi Shimamoto, o assunto foi novamente colocado em debate. Juntamente a exig\u00eancia extremamente pr\u00e1tica de manter os pre\u00e7os de mercado, em face do aumento acentuado de colonos e produtores, o plano de estabelecimento da cooperativa finalmente se concretizou.<br><br>Por outro lado, o Sr. Egoshi, que atuou como instigador desta quest\u00e3o, fez com que a se\u00e7\u00e3o de agricultura oferecesse apoio ativamente. Assim, em 1927 (2\u00ba ano da Era Sh\u014dwa), foi finalmente fundada a Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada dos Produtores de Batata em Cotia S.A., e suas atividades como cooperativa industrial foram iniciadas.\n<br><br>\nNos anos fiscais de 1927 (Sh\u014dwa 2) e 1928, a cooperativa recebeu subs\u00eddios do governo japon\u00eas.\n\nPosteriormente, a cooperativa passou por um caminho de espinhos devido \u00e0 sucess\u00e3o de crises econ\u00f4micas e a problemas internos. Contudo, gra\u00e7as \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o dos seus membros, ela superou esses desafios e atingiu a magnitude que tem hoje.<br><br>Em maio de 1926 (15\u00ba ano da Era Taish\u014d), o ent\u00e3o embaixador Hichiya Tatsuke solicitou ao Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores o envio de uma miss\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia e dirigiu-se para l\u00e1. Ele se encaminhou \u00e0 Amaz\u00f4nia para receber a miss\u00e3o de pesquisa Fukuhara em Bel\u00e9m e apresent\u00e1-la \u00e0s autoridades do governo do estado do Par\u00e1.\n<br><br>\nO Sr. Egoshi acompanhou o embaixador na viagem para o norte e, de um ponto de vista especializado, observou detalhadamente os estados do Amazonas e do Par\u00e1.<br><br>Tendo dedicado esfor\u00e7os sinceros \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Brasil por um per\u00edodo de mais de doze anos, ele partiu de S\u00e3o Paulo em 6 de fevereiro de 1929 (4\u00ba ano da Era Sh\u014dwa), fato este lamentado por muitas pessoas, e retornou \u00e0 sua terra natal.<br><br>Em junho do mesmo ano, ele foi enviado pelo Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores para as seis prov\u00edncias de T\u014dhoku (Miyagi, Fukushima, Iwate, Aomori, Yamagata e Akita). Ap\u00f3s essa viagem de servi\u00e7o, seu contrato como consultor administrativo do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores foi encerrado.<br><br>Ele falece em 8 de agosto de 1955 (30\u00ba ano da Era Sh\u014dwa) no Hospital Anexo \u00e0 Faculdade de Medicina da Universidade de T\u00f3quio, devido a um c\u00e2ncer de est\u00f4mago.<\/p>","protected":false},"featured_media":21050,"template":"","special_columns":[978],"class_list":["post-41299","historical-figures","type-historical-figures","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","special_columns-pioneers"],"blocksy_meta":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/historical-figures\/41299","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/historical-figures"}],"about":[{"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/historical-figures"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41299"}],"wp:term":[{"taxonomy":"special_columns","embeddable":true,"href":"https:\/\/cenb.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/special_columns?post=41299"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}