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terça-feira, 26 de março de 2013

Taichi Takezawa nasceu em 7 de março do 4º ano da Era Meiji (1871), em Nagasa-machi (antiga vila de Oyama), no distrito de Awa, província de Chiba. Após concluir o ensino primário na Escola Gakushūin, em Tóquio, ingressou em uma escola privada de língua inglesa (Eigakujuku) para aprimorar o idioma. Posteriormente, mudou-se para os Estados Unidos, onde realizou seus estudos superiores em uma universidade americana.
Ao concluir sua jornada acadêmica nos Estados Unidos, seguiu para o México, percorrendo o país durante um ano. Após retornar ao Japão, dedicou-se ainda ao estudo da língua francesa na Escola de Línguas Estrangeiras de Tóquio.
A partir de 1900 (33º ano da Era Meiji), quando foi enviado como representante da Associação Japonesa de Expositores para a Exposição Internacional em Paris, Takezawa passou a ser designado consecutivamente como enviado especial da mesma associação em diversas Exposições Universais, incluindo as realizadas nos Estados Unidos (São Francisco e Seattle, por duas vezes), Bélgica e Reino Unido.
Também viajou a Taiwan em missão para a Exposição de Colonização (Takushoku Hakurankai) e era frequentemente requisitado para organizar exposições em diversas partes do Japão. Por tudo isso, tornou-se uma figura célebre e um verdadeiro veterano em assuntos relacionados a grandes exposições internacionais.
Em 1922 (11º ano de Taishō), ele veio ao Brasil para atuar como diretor administrativo do Pavilhão do Japão na A Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil. Após retornar ao Japão no ano seguinte, 1923 (12º ano de Taishō), lançou-se como candidato nas eleições gerais para a Câmara dos Deputados e foi eleito parlamentar.
Em 1927 (2º ano de Shōwa), ele ingressou na Companhia Ultramarina de Colonização e foi nomeado diretor da filial no Brasil, assumindo o posto em São Paulo.
Sua missão em São Paulo foi, em essência, a de organizar as finanças da empresa, que haviam sido comprometidas pelas políticas negligentes de seu antecessor. Após alguns anos de serviço em São Paulo e seu retorno ao Japão, ele se desligou da Companhia Ultramarina de Colonização. Em 1931 (6º ano de Shōwa), candidatou-se novamente e foi reeleito parlamentar.
urante esse período, ele também exerceu cargos em conselhos de administração de diversas empresas, tais como o Banco Awa, Meiji Seika (confeitaria), Bōsō Rennyū (leite condensado), Nihon Gyogyō (pesca), Tateyama Tekkōsho (fundição) e Awa Shuzō (produção de saquê).
Em reconhecimento aos seus méritos e à sua colaboração na A Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, ele foi condecorado pelo governo brasileiro com a Ordem de Leopoldo, no grau de Cavaleiro (Chevalier).
No final de 1936 (1º ano de Shōwa), ele sofreu um derrame cerebral. Por esse motivo, no ano seguinte (1937), retirou-se de todos os seus empreendimentos e retornou à sua terra natal para se dedicar tranquilamente ao tratamento e à recuperação. Contudo, em 20 de março de 1945 (20º ano de Shōwa), a doença reincidiu e ele veio a falecer.
Infelizmente, seu herdeiro, Heita, também faleceu devido a uma doença em 1957 (32º ano de Shōwa). Atualmente, a viúva do Sr. Taichi vive seus últimos anos na cidade de Tateyama, na província de Chiba.