Enter your email address below and subscribe to our newsletter

白鳥尭助 Gyosuke Shiratori

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O Sr. Gyosuke Shiratori foi funcionário do Banco do Japão. Durante a Guerra Russo-Japonesa, foi convocado ao serviço militar e partiu para o front na Manchúria como tenente do exército, onde participou de combates até ser forçado a retornar ao Japão por motivos de saúde. Em março de 1913 (2º ano da Era Taisho), já restabelecido, ele ingressou na Companhia de Colonização do Brasil, assumindo o posto de gerente administrativo da sede.

Em junho de 1917 (6º ano da Era Taisho), Shiratori partiu para o Brasil a bordo do navio Seattle Maru e assumiu o cargo de diretor da Colônia de Iguape. Em novembro do mesmo ano, com a fusão entre a Companhia de Colonização do Brasil e a Companhia Ultramarina de Colonização, seu vínculo profissional passou a pertencer a esta última.

O Sr. Shiratori era um cavalheiro extremamente austero, porém de temperamento afável. Graças à sua excelente convivência com os brasileiros locais, gozava de uma altíssima reputação tanto entre os seus compatriotas quanto entre os estrangeiros.

Em 1924 (13º ano da Era Taisho), Shiratori retornou temporariamente ao Japão para se casar. Após o matrimônio, em maio do mesmo ano, partiu novamente para o Brasil acompanhado de sua esposa. Nesta viagem, ele serviu como inspetor de imigrantes a bordo do navio Canada Maru, que transportava os imigrantes recrutados pelo jornal Osaka Mainichi.

Considerando que Shiratori não fora dotado de uma natureza robusta e possuía uma saúde um tanto quanto frágil, ele acabou se casando tardiamente, já em uma fase mais madura de sua vida.

Durante seu longo período como diretor da Colônia de Iguape, o Sr. Shiratori residiu em Registro. Ele era um homem de hábitos regrados: não bebia álcool nem fumava. Em contrapartida, era um grande entusiasta da fruta-do-conde (atemoia); por isso, cultivou inúmeras dessas árvores frutíferas ao redor de sua residência oficial, cuidando pessoalmente do seu pomar.

Shiratori apreciava muito a equitação e era um cavaleiro exímio. Passava a maior parte da semana vestindo calças de montaria (culotes) e realizava suas inspeções pela colônia quase sempre a cavalo ou em uma carruagem.

Com uma aparência impecável e porte elegante, dizem que a imagem do Sr. Shiratori cavalgando seu cavalo branco era verdadeiramente a de um nobre. Tal presença imponente e refinada deixava tanto brasileiros quanto japoneses maravilhados e profundamente impressionados.

Em 1930 (5º ano da Era Showa), sucedendo Taichi Takezawa, Shiratori assumiu a gerência da filial de São Paulo da Companhia Ultramarina de Colonização cargo que ocupou até 1933 (8º ano da Era Showa). Durante esse período, ele também serviu como o 8º presidente da Associação de Assistência Mútua dos Japoneses no Brasil (Dojinkai), trazendo inúmeros benefícios e contribuições valiosas para a comunidade nikkei.

Devido ao agravamento de sua saúde, Shiratori decidiu retornar ao Japão para tratamento médico. Contudo, veio a falecer em 15 de outubro de 1934 (9º ano da Era Showa), a bordo do navio, quando navegavam ao largo de New Orleans. Assim, sua vida dedicada ao progresso da colonização brasileira encerrou-se tragicamente em pleno mar, antes que pudesse rever sua terra natal.

Era um homem de uma integridade e retidão admiráveis; contudo, não era alguém de mente estreita ou rígida. Pelo contrário, possuía um espírito altruísta e uma nobreza de caráter que o levavam a proteger seus subordinados e colegas, assumindo para si a responsabilidade por erros ou falhas alheias. Essa combinação de pureza moral e coragem generosa fez dele uma figura imensamente respeitada e querida por todos.

Relata-se que, apesar de estar em meio ao tratamento de sua saúde, ele recebeu subitamente ordens para retornar ao Japão por motivos até hoje pouco claros. Forçado pelas circunstâncias a embarcar mesmo debilitado pela enfermidade, dizem que essa viagem exaustiva acabou por abreviar sua vida, levando-o ao falecimento precoce em pleno mar.

Faleceu aos 58 anos de idade.

Cadastro na newsletter “Boletim do CENB”
Subscription Form|人文研だより