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古関徳弥 Tokuya Koseki

quinta-feira, 06 de janeiro de 2011

Em fevereiro de 1941 (16º ano da Era Showa), o Sr. Tokuya Koseki recebeu a graça de uma viagem de retorno à pátria em reconhecimento ao seu esforço, mantendo o cargo de diretor da Colônia Tietê. Deixando a esposa e os filhos no Brasil, ele pisou em solo pátrio após dezesseis anos.

Em maio de 1941 (16º ano da Era Showa), o Ministério dos Assuntos de Colonização (Takumushō) decidiu enviar uma Missão de Pesquisa Agrícola para a Ilha de Hainan, com o objetivo de estabelecer um plano de desenvolvimento para o local. O Sr. Koseki foi para lá como consultor do ministério e forneceu várias sugestões úteis.

No entanto, a situação internacional se tornou tensa dia após dia. Consequentemente, ele perdeu o meio de transporte para a América do Sul. Pensando em servir a comunidade ao permanecer no Japão, ele entrou na Nichinan Sangyo Co., Ltd., que poderia ser chamada de sede da Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda.. A partir de novembro de 1941 (16º ano da Era Showa), ele se tornou diretor da fábrica de Shibuya e se dedicou ardentemente à melhoria e ao desenvolvimento do negócio.

Aconteceu que o comando militar considerou o desenvolvimento econômico dos territórios ocupados do sul como a maior prioridade, e ordenou à Toyo Boseki Co., Ltd. que iniciasse o cultivo de algodão nas Filipinas. A Nichinan Sangyo Co. Ltd., a qual o Sr. Koseki servia, ficou encarregada das questões técnicas da Toyo Boseki, e ele foi selecionado como o líder dessa equipe.

O Sr. Koseki, que se alegrou sinceramente por ter chegado a oportunidade de usar a experiência de colonização e a técnica de cultivo de algodão que havia adquirido no Brasil, na América do Sul, ao longo dos 16 anos, para o crescimento da pátria na linha de frente do esforço pela construção da Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental (Daitōa Kensetsu), elaborou imediatamente todo o plano, fez todos os preparativos e partiu com entusiasmo para essa grandiosa empreitada.

No entanto, o navio no qual ele embarcou, o Taiyō-Maru (um navio de indenização da Alemanha pela Primeira Guerra Mundial), a caminho do seu destino nas Filipinas, foi atingido por torpedos de um submarino inimigo e afundou no Mar da China Oriental em 8 de maio de 1942 (17º ano da Era Showa). Assim, o Sr. Koseki desapareceu nas águas, com seus grandiosos planos frustrados, sem jamais pisar na terra que era seu objetivo.
Faleceu aos 40 anos de idade. Seu nome póstumo budista é Taishō-in Tokuhō Jishō Koji.

Diz-se que, no reconhecimento do corpo, que já estava irreconhecível, a identificação pôde ser feita pelo número de série do relógio que sua irmã mais nova havia registrado quando ele o mandou consertar. Há também um relato posterior de que a segunda equipe enviada pela Toyo Boseki viajou para as Filipinas, o local para onde o Sr. Koseki havia se dedicado a ir, levando uma pequena urna com parte de suas cinzas para que seus restos mortais fossem enterrados permanentemente naquele solo.

Antes disso, o Sr. Koseki, baseado em sua experiência de 16 anos no Brasil, escreveu "Nanpō Kaitakusha no Shihyō" (O Guia do Desbravador do Sul). A obra foi publicada pela Livraria Bunkendō em Kanda, Tóquio, em 30 de julho de 1942 (17º ano da Era Showa), com prefácios do seu colega de estudos, o professor Tetsusaburō Uehara da Universidade Imperial de Hokkaido, e do diretor Satoshi Kōriyama da Federação de Cooperativas de Emigração Ultramarina. No entanto, três meses antes dessa publicação, o Sr. Koseki já havia passado para o mundo dos mortos.

O Sr. Koseki nasceu em 20 de março de 1902 (35º ano da Era Meiji), em Ichihara-chō, cidade de Fukushima, como o quinto filho de seu pai, Yuusuke, e sua mãe, Riyo. Seu pai era um discípulo de destaque do notável monge Nantenbō.

Enquanto frequentava a Escola de Agricultura de Fukushima, a fortuna de sua família declinou. Ele se transferiu para a Escola de Agricultura Miyagi em Sendai, onde estudou com dificuldade enquanto trabalhava com a entrega de leite. Em seguida, formou-se no Departamento Prático da Faculdade de Agricultura da Universidade Imperial de Hokkaido em Sapporo. Sua tese de formatura foi "O Estado do Assentamento de Agricultores Coreanos na Manchúria". Para a pesquisa de campo, ele se tornou um estagiário da Companhia Ferroviária do Sul da Manchúria e inspecionou o local, mostrando que sua personalidade, que não negligenciava os assuntos que assumia, já era clara desde aquela época.

Como voluntário de um ano, ele se alistou no 29º Regimento de Infantaria e, conforme relatou mais tarde, demonstrou grande persistência e resiliência durante sua vida militar. Após ser dispensado em junho de 1925 (14º ano da Era Taishō), ele emigrou para o Brasil no navio Chicago-Maru, procurando apoio em seu segundo irmão mais velho, Tomiya, que estava a serviço no Consulado de Bauru.

Ele iniciou o trabalho braçal na agricultura na Fazenda São Luís, em Bauru, mas foi acometido por uma disenteria amebiana violenta. Para tratamento, ele se dirigiu a São Paulo e, por um tempo, frequentou a escola Seishū Gijuku - Missão Japonesa no Brasil do Sr. Midori Kobayashi.

Em 1922 (sic, provavelmente 1926), uma comitiva do Sr. Reizō Yamashina, da Cooperativa de Empreendimentos da América do Sul, chegou ao Brasil por ocasião do Centenário da Independência do Brasil. Quando a Cooperativa adquiriu 10.000 alqueires (25.000 hectares) em Norte Barueri, o Sr. Koseki, junto ao Sr. Hidekichi Nomura, atuou como a equipe avançada de levantamento e pesquisa da floresta virgem. Nessa empreitada, ele foi gravemente afetado pela malária e escapou por um triz da morte.

Acreditando que o alicerce da colonização reside na higiene e saúde, ele foi convidado a integrar a Pesquisa de Prevenção da Malária e Ferida Brava, liderada pelo Dr. Sentarō Takaoka, consultor da Dojinkai, ou Associação de Assistência Mútua dos Japoneses no Brasil. Com o curioso título de engenheiro de levantamento sanitário, ele realizou um levantamento da situação real nas colônias do interior, estudando a teoria compreensiva (rikaigaku, sic – termo possivelmente errôneo no original) de aspectos como desmatamento, fluxo de água, topografia, habitação e perfuração de poços.
 
Ele gostava de viajar e deixou suas marcas, viajando não só por todo o Brasil, como também pela Argentina, Amazonas e pelos Três Estados do Sul. Na época em que a Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda. (Burajiru Takushoku Kumiai) foi organizada, ele realizou inspeções de campo junto com o Sr. Senjirō Hatanaka para a seleção das Colônias Tietê e Bastos. Durante o período inicial de fundação, ele chegou a estender sua viagem até a Colônia Colmena no Paraguai.

Ele era conhecido como um colaborador de jornais e revistas em língua japonesa, usando o pseudônimo de "Dokuya", que significa "Flecha Envenenada". Seus relatos de viagem sobre os Três Estados do Sul e a Amazônia foram amplamente aclamados como escritos notáveis. Um de seus artigos de pesquisa sobre a topografia e o fluxo de água chegou a ser publicado no Boletim Mensal da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.

Em 1931 (6º ano da Era Showa), ele ingressou na Sociedade Colonizadora do Brasil e, em novembro de 1935 (10º ano da Era Showa), foi nomeado como gerente interino da Colônia Tietê, sucedendo ao Sr. Kō Saitō (em janeiro de 1937 foi nomeado gerente efetivo).

Ao ser nomeado, ele convidou o Dr. Sentarō Takaoka e, sob sua orientação, estabeleceu um Departamento de Higiene Provisório. Além de visitas domiciliares, registro de pacientes e orientação sobre métodos de tratamento, ele erradicou completamente a malária da Colônia Tietê, que era conhecida como a "Floresta Maligna", aplicando o "método radical de supressão da fonte" através do controle exaustivo da proliferação do mosquito Anopheles.

O Sr. Koseki, que, durante sua época de residência em São Paulo, esforçou-se junto com o Sr. Kenzō Anyōji e outros, como presidente da Associação de Jovens, pela organização e fortalecimento dos esportes da colônia, dedicou sua atenção ao movimento cooperativista, movimentos culturais e aspectos esportivos da juventude nas colônias.

Suas realizações durante seus cinco anos de mandato, que incluíram o desenvolvimento da Associação e da Cooperativa Industrial, a construção do Salão Tietê e a compilação da História de Dez Anos de Tietê, marcaram o apogeu da Colônia Tietê.

Sua esposa era a Sra. Noriko, filha mais velha do Sr. Jirō Satō, conterrâneo residente em Lins. Casaram-se em 1933, tendo o Dr. Takaoka como padrinho da união, enquanto frequentava a Escola Normal. Ela cuidou dos filhos órfãos: a filha mais velha, Etsuko, a segunda filha, Ineko, o filho mais velho, Yūichi, e a terceira filha, Yoneko.

Enquanto trilhava um caminho de espinhos, servindo como secretária permanente da Assistência Social Dom José Gaspar, ela conseguiu que cada um deles se formasse em escolas técnicas superiores. Atualmente, ela continua suas atividades como zeladora do dormitório estudantil da Cooperativa Industrial de Cotia.

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