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江越信胤 Nobutane Egoshi

quarta-feira, 04 de novembro de 2009

A atuação do Sr. Nobutane Egoshi no Brasil foi dividida em duas fases: primeiro como engenheiro agrônomo da Companhia Ultramarina de Colonização (KKKK) e, mais tarde, como engenheiro da seção de agricultura do Consulado Geral em São Paulo. Assim, ele atuou nos setores privado e público.

O Sr. Egoshi nasceu em 21 de abril de 1885 (18º ano da Era Meiji) em Shiba Sakuma-chō, Tóquio. Em julho de 1911 (44º ano da Era Meiji), ele se formou no Departamento de Agricultura da Universidade de Agricultura de Tóquio (Tōkyō Nōka Daigaku Nōgakka) e atuou como instrutor de um curso de consolidação de terras da Associação Agrícola do Grande Japão (Dai Nihon Nōkai).

Em março de 1914 (3º ano da Era Taishō), foi nomeado como engenheiro da província de Iwate e encarregado de ser o diretor da Estação Experimental Agrícola de Iwate. Quatro anos depois, em janeiro de 1918 (7º ano da Era Taishō), ele renunciou ao cargo de engenheiro. Em março, ele recebeu a ordem de viajar ao Brasil, passando pela América do Norte e visitando o Peru, o Chile e a Argentina para realizar pesquisas agrícolas. A partir de setembro do mesmo ano, ele trabalhou como representante da filial da Companhia Ultramarina de Colonização (KKKK) em São Paulo, dedicando-se à administração da compra de terras agrícolas.

Em março de 1919 (8º ano da Era Taishō), ele foi nomeado gerente da Fazenda Anhumas, uma subsidiária da Companhia Ultramarina de Colonização. Após trabalhar por 2 anos e 9 meses, em dezembro de 1921 (10º ano da Era Taishō), ele deixou a Companhia Ultramarina de Colonização (KKKK) e imediatamente se tornou consultor administrativo do Consulado Geral em São Paulo, onde passou a trabalhar na seção de agricultura.

Em 1924 (13º ano da Era Taishō), ele passou da posição de consultor administrativo do Consulado Geral em São Paulo para consultor administrativo do Ministério das Relações Exteriores, sendo ordenado a continuar trabalhando no Consulado Geral em São Paulo.

Lá, ele se dedicou principalmente à orientação agrícola dos imigrantes. Contudo, sua realização mais notável foi, provavelmente, o apoio que deu à fundação da Cooperativa Agrícola de Cotia.

A Cooperativa Agrícola de Cotia é a mais antiga e a que apresenta o desenvolvimento mais notável entre as cooperativas organizadas por japoneses e seus descendentes residentes no Brasil. Atualmente, sua estrutura e número de membros são considerados os maiores da América do Sul. Tanto é que, hoje em dia, a maioria dos viajantes japoneses que visitam o Brasil tem como praxe realizar visitas de inspeção à Fazenda Tozan, em Campinas, e à Cooperativa Agrícola de Cotia.

Inicialmente, quando agricultores japoneses se reuniram de vários lugares com o objetivo de cultivar batata inglesa, existiu temporariamente em Cotia uma entidade de natureza cooperativista industrial centrada no Sr. Shigeru Takebe. No entanto, ela se tornou mais uma organização política do que uma entidade industrial e acabou sendo destruída devido aos atritos entre os colonos.

A partir dessa época, o número de imigrantes japoneses no Brasil aumentou gradualmente, colônias foram estabelecidas em diversas regiões e, à medida que o desenvolvimento econômico dos agricultores passou a ser seriamente considerado, o movimento cooperativista, embora de forma incipiente, começou a ganhar força.

Ou seja, por volta de 1917 e 1918, uma proposta foi levantada por iniciativa do Sr. Masuji Yano, figura proeminente de Cotia, para instalar um armazém em Pinheiros, nos arredores da cidade de São Paulo, visando o transporte e a armazenagem dos produtos agrícolas, e para construir uma estrada de Cotia até Pinheiros.

A questão foi considerada seriamente, como um assunto de vida ou morte para todos os colonos, e houve grande empenho em sua concretização. No entanto, o governo estadual concluiu que não haveria problema em instalar armazéns mesmo após a abertura das estradas, e assim esse movimento acabou enfraquecendo naturalmente.

Nessa época, o Departamento de Agricultura do Consulado Geral estava sob a jurisdição do Ministério das Relações Exteriores e se dedicava à orientação dos imigrantes. Como havia uma forte demanda por parte da comunidade japonesa no Brasil pela criação de uma instituição financeira, o departamento estava realizando pesquisas e estudos sobre a viabilidade disso a partir de diversos ângulos.

Visto que a situação da época tornava a concretização impossível a curto prazo, chegou-se à conclusão de que a alternativa seria estabelecer a base econômica da agricultura por meio das cooperativas agrícolas/industriais. Foi, então, adotada a estratégia de promover investigações através da seção de agricultura e incentivar e fomentar a fundação dessas cooperativas nas regiões consideradas adequadas.

Coincidentemente, neste momento propício, o Sr. Egoshi, engenheiro da seção de agricultura do Consulado Geral, realizou uma palestra em Cotia e enfatizou a necessidade urgente da construção de um armazém. Sua fala imediatamente obteve a simpatia de todos os colonos.

Devido, em particular, à defesa fervorosa de pessoas como o Sr. Kenkichi Shimamoto, o assunto foi novamente colocado em debate. Juntamente a exigência extremamente prática de manter os preços de mercado, em face do aumento acentuado de colonos e produtores, o plano de estabelecimento da cooperativa finalmente se concretizou.

Por outro lado, o Sr. Egoshi, que atuou como instigador desta questão, fez com que a seção de agricultura oferecesse apoio ativamente. Assim, em 1927 (2º ano da Era Shōwa), foi finalmente fundada a Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada dos Produtores de Batata em Cotia S.A., e suas atividades como cooperativa industrial foram iniciadas.

Nos anos fiscais de 1927 (Shōwa 2) e 1928, a cooperativa recebeu subsídios do governo japonês. Posteriormente, a cooperativa passou por um caminho de espinhos devido à sucessão de crises econômicas e a problemas internos. Contudo, graças à colaboração dos seus membros, ela superou esses desafios e atingiu a magnitude que tem hoje.

Em maio de 1926 (15º ano da Era Taishō), o então embaixador Hichiya Tatsuke solicitou ao Ministério das Relações Exteriores o envio de uma missão à Amazônia e dirigiu-se para lá. Ele se encaminhou à Amazônia para receber a missão de pesquisa Fukuhara em Belém e apresentá-la às autoridades do governo do estado do Pará.

O Sr. Egoshi acompanhou o embaixador na viagem para o norte e, de um ponto de vista especializado, observou detalhadamente os estados do Amazonas e do Pará.

Tendo dedicado esforços sinceros à orientação agrícola no Brasil por um período de mais de doze anos, ele partiu de São Paulo em 6 de fevereiro de 1929 (4º ano da Era Shōwa), fato este lamentado por muitas pessoas, e retornou à sua terra natal.

Em junho do mesmo ano, ele foi enviado pelo Ministério das Relações Exteriores para as seis províncias de Tōhoku (Miyagi, Fukushima, Iwate, Aomori, Yamagata e Akita). Após essa viagem de serviço, seu contrato como consultor administrativo do Ministério das Relações Exteriores foi encerrado.

Ele falece em 8 de agosto de 1955 (30º ano da Era Shōwa) no Hospital Anexo à Faculdade de Medicina da Universidade de Tóquio, devido a um câncer de estômago.

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