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quinta-feira, 10 de junho de 2010

A Companhia Ultramarina de Colonização (Kaigai Kōgyō Kabushiki Kaisha) foi, sem dúvida, a que teve o maior mérito ao longo de um extenso período no que diz respeito à mediação e ao envio de imigrantes para o Brasil.
A Companhia Ultramarina de Colonização (Kaigai Kōgyō Kabushiki Kaisha, conhecida como KKKK) foi estabelecida em 1º de dezembro de 1917 (6º ano da Era Taishō), durante o Gabinete Terauchi, por incentivo do Ministro das Finanças, Kazue Shoda.
Ela surgiu da fusão de quatro empresas já existentes: a Companhia Oriental de Imigração (Tōyō Imin Gōoshi Gaisha), a Companhia de Colonização da América do Sul (Nanbei Shokumin Kabushiki Kaisha), a Companhia de Colonização do Japão (Nihon Shokumin Kabushiki Kaisha) e a Companhia de Colonização Nittō (Nittō Shokumin Kabushiki Kaisha).
Posteriormente, em abril de 1919, (8º ano da Era Taishō), ela incorporou a Companhia de Colonização do Brasil (Burajiru Takushoku Kabushiki Kaisha) e, em novembro de 1920, (9º ano da Era Taishō), a Companhia Limitada de Emigração Morioka (Morioka Imin Gōshi Kaisha), concretizando assim a unificação do negócio de colonização e imigração japonesas
Embora a fundação desta Companhia Ultramarina de Colonização (KKKK) tenha representado o surgimento de uma política de imigração mais ativa por parte do governo, uma política sólida ainda não havia sido estabelecida. Além disso, a opinião pública não estava plenamente consciente da necessidade de expansão ultramarina, e muito menos da questão dos assentamentos de imigrantes na América do Sul.
Nesta época, a Companhia Ultramarina de Colonização considerou a América do Sul, especialmente o Brasil, como um local ideal para o desenvolvimento dos cidadãos japoneses e, empenhou-se em divulgar amplamente essa situação por todo o país.
Por outro lado, em relação às autoridades governamentais, a Companhia aproveitou todas as oportunidades para sugerir a necessidade de instalações ativas de proteção e incentivo, esforçando-se pela sua concretização.
O Sr. Inoue nasceu em 23 de junho de 1876 (9º ano da Era Meiji), no Distrito de Minakami, Província de Hyōgo. Em fevereiro de 1893 (26º ano da Era Meiji), ingressou no Departamento de Engenharia da Academia Naval e, com a reforma do sistema em dezembro do mesmo ano, tornou-se aluno da Escola Naval de Engenharia.
Contudo, ele ficou zangado por não poder servir na Guerra Sino-Japonesa, que eclodiu em 1894, (27º ano da Era Meiji), brigou com seu superior e abandonou a Escola Naval de Engenharia em dezembro do mesmo ano. Em setembro de 1896, (29º ano da Era Meiji), ingressou novamente no curso de inglês e política da Escola Especializada de Waseda (precursora da Universidade de Waseda) e se formou na mesma instituição em 1899 (32º ano da Era Meiji).
Conforme mencionado anteriormente, o Sr. Inoue teve um histórico de ter pertencido a uma escola da Marinha. Por isso, ele manteve muitos amigos militares navais até o fim da vida, e em uma época em que os militares estavam em destaque, recebia grande apoio deles.
Em abril de 1901 (34º ano da Era Meiji), ele viajou para o exterior para estudar na Faculdade de Direito da Universidade de Viena e, em outubro de 1902 (35º ano da Era Meiji), transferiu-se para o Departamento de Ciência Política e Economia da Universidade de Berlim, onde permaneceu até abril do ano seguinte, 1903 (36º ano da Era Meiji).
Em setembro de 1905 (38º ano da Era Meiji), foi nomeado oficial financeiro anexo ao consultor financeiro do governo coreano e, em novembro de 1907 (40º ano da Era Meiji), tornou-se chefe da Seção de Assuntos Gerais do Gabinete do Ministro da Casa Imperial do Governo Coreano.
Posteriormente, também serviu no Gabinete de Assuntos Gerais de Taiwan.
O Sr. Inoue, que havia trilhado um caminho de vida surpreendente, passando de aluno da Marinha para escola particular, depois para estudos no exterior e carreira de funcionário público, finalmente agarrou a oportunidade de concretizar suas ambições de longa data de expansão ultramarina ao fundar a Empresa de Cultivo de Borracha (Nan'a Kōshi Co., Ltd.) em outubro de 1911 (44º ano da Era Meiji), juntamente ao Sr. Ichizaemon Morimura e ao Sr. Toyoji Wada.
E, ao assumir a presidência da Companhia Ultramarina de Colonização, que estava começando a ganhar impulso, em março de 1924 (13º ano da Era Taishō), ele demonstrou plenamente sua verdadeira capacidade, exercendo sua notável liderança por mais de dez anos e construindo a era de ouro da KKKK.
Em janeiro de 1925, (14º ano da Era Taishō), no ano seguinte à sua posse como presidente da KKKK, ele foi comissionado pelo Ministério das Relações Exteriores para investigar as colônias japonesas no Brasil e pelo Ministério da Agricultura e Comércio para investigar os países da América do Sul. Assim, ele viajou para a América do Sul e, no Brasil, inspecionou pessoalmente as áreas de atuação da sua companhia.
Em junho de 1926 (15º ano da Era Taishō), no ano seguinte ao seu retorno dessa viagem de inspeção, ele fundou a Companhia de Algodão do Peru (Peru Menka Kabushiki Kaisha) e assumiu o cargo de presidente e diretor executivo.
Além disso, em agosto de 1927, (2º ano da Era Shōwa), ele se tornou diretor da Federação de Cooperativas de Emigração Ultramarina (Kaigai Ijū Kumiai Rengō) e, em dezembro do mesmo ano, vice-presidente da Associação Central de Assuntos Ultramarinos (Kaigai Kyōkai Chūōkai).
Mais tarde, em novembro de 1932 (7º ano da Era Shōwa), ele participou da fundação da Associação Central Nipo-Brasileira (Nippaku Chūō Kyōkai), assumindo o cargo de conselheiro e diretor executivo.
E, em novembro de 1933 (8º ano da Era Shōwa), ele recebeu do Sr. Ryūtarō Nagai, ministro dos Assuntos Coloniais, um certificado de louvor e um conjunto de taças de prata, com a seguinte homenagem:
"Por muitos anos, ele se dedicou arduamente à colonização e aos negócios de expansão ultramarina e, notavelmente, trabalhou para o desenvolvimento dos japoneses no Brasil. Seus méritos são notáveis. Por isso, por ocasião do 25º aniversário da imigração japonesa ao Brasil, um conjunto de taças de prata é concedido, em expressão de gratidão".
Em julho de 1935, (10º ano da Era Shōwa), assim que o Comitê de Apoio à Construção do Hospital Japonês de São Paulo foi estabelecido, ele foi nomeado membro permanente do comitê e dedicou seus esforços a este projeto.
Em junho de 1937 (12º ano da Era Shōwa), no ano seguinte à renúncia do Sr. Inoue à presidência da KKKK, eclodiu a Segunda Guerra Sino-Japonesa. A imigração para o Brasil entrou então em um período de retração e vazio que durou até a fase de recuperação pós-guerra.
Sob essa perspectiva, pode-se dizer que o Sr. Inoue deixou o cargo de presidente em um bom momento.
Além de dedicar seus maiores esforços à KKKK, o Sr. Inoue também atuou como presidente da Indústria do México (Mexico Sangyō ) e manteve relações com uma gama verdadeiramente ampla de organizações, incluindo: diretor executivo da Associação dos Mares do Sul (Nanyō Kyōkai), Associação da Unidade do Leste Asiático (Tōa Dōbunkai), Associação Nipo-Mexicana, Associação Nipo-Argentina, Associação dos Camaradas de Shinbi (Shinbi Dōshikai), Associação Nipo-Turca, Associação Nipo-Índias Holandesas, Sociedade de Pesquisa de Problemas Populacionais, além de ser diretor da Escola de Colonização Ultramarina e diretor da Escola Superior de Negócios Ultramarinos, entre outras.
Sua esposa, a Sra. Hideko, deixou grandes marcas no mundo da educação feminina, atuando por muitos anos como reitora da Universidade Feminina do Japão (Nihon Joshi Daigaku). Posteriormente, ela continuou ativa, servindo como presidente da Associação Japonesa de Educação Social Feminina e diretora-presidente da Associação de Ex-Alunos da Universidade Feminina do Japão, entre outros cargos.