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quinta-feira, 04 de novembro de 2010

O Sr. Tadao Kamiya foi uma figura que se destacou no início da imigração brasileira como representante da Companhia Oriental de Imigração (Tōyō Imin Kaisha), trabalhando para a introdução de nossos imigrantes.
Após o primeiro grupo de imigrantes, enviado pela Companhia Imperial de Colonização (Kōkoku Imin Kaisha) do Sr. Ryo Mizuno, iniciar o assentamento e o trabalho, muitos deles deixaram as terras de cultivo devido à dificuldade financeira da própria companhia e a várias outras circunstâncias.
A companhia sofreu um golpe severo e perdeu a capacidade de continuar com o negócio de transporte.
O próprio Sr. Ryo Mizuno esforçou-se muito em planejar como dar continuidade a isso. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores, tendo aprendido a lição com os erros iniciais, não permitiu que ele continuasse.
Assim, o Sr. Mizuno transferiu todos os direitos e obrigações relativos ao contrato de transporte de imigrantes com o Governo do Estado de São Paulo ao Sr. Yo'uemon Takemura, um homem rico da província de Kōchi.
Contudo, o Sr. Ryo Mizuno não tinha intenção de se afastar do negócio de imigração só por ter transferido esses direitos e obrigações. Em vez disso, ele planejava se envolver ativamente trabalhando em parceria com o capital do Sr. Takemura.
Assim, a segunda leva de imigrantes para o Brasil, sob o nome de Takemura, partiu de Kobe em 4 de maio de 1910 (43º ano da Era Meiji) e chegou ao Porto de Santos em 28 de junho. O número de pessoas era de 906 (além de 3 viajantes livres), totalizando 447 famílias.
Após o transporte da segunda leva de imigrantes, em 4 de outubro do mesmo ano, um novo contrato relativo ao transporte de imigrante foi assinado entre o Sr. Shūhei Uetsuka, representante comercial de Takemura, e o governo de São Paulo.
Anteriormente, a Companhia Oriental de Imigração, com o mesmo objetivo de iniciar o transporte de imigrantes para o Brasil, havia enviado o Sr. Tadao Kamiya ao Brasil e, em seguida, o Sr. Masaru Toyoshima como seu representante comercial, e continuava a negociar com as autoridades estaduais.
A companhia tinha a amarga experiência de ter sofrido enormes prejuízos. Há mais de dez anos, ela havia assinado um contrato de transporte de imigrantes com a Prado Jordão & Cia. em São Paulo e, quando todos os preparativos estavam completos, o contrato foi cancelado por meio de um único telegrama.
Ela foi fundada em fevereiro de 1897 (30º ano da Era Meiji), tendo a Companhia de Imigração Yoshihisa (Yoshihisa Imin Kaisha) como base e contando com a participação de figuras influentes como Renpei Kondō e Masayoshi Katō, da Nippon Yusen [Companhia de Navegação do Japão].
Graças aos esforços intensos do funcionário enviado ao Brasil, Sr. Chūkitsu Aoki, a companhia negociou com a Prado Jordão & Cia. Foi então que o contrato principal para enviar de 1.500 a 2.000 trabalhadores agrícolas com idade entre 20 e 35 anos para o Brasil na primeira leva foi assinado com o representante da Prado Jordão & Cia. em Yokohama, o Sr. Middleson.
Se isso tivesse tido sucesso, teria marcado a primeira vez que imigrantes japoneses teriam sido estabelecidos na América do Sul.
Naquele ano, 1897 (30º ano da Era Meiji), houve o chamado Incidente da Proibição de Desembarque de Imigrantes Japoneses no Havaí. Cerca de duas mil pessoas que foram deportadas do Havaí ou que tiveram suas viagens canceladas se reuniram em Kobe. As diversas companhias de imigração sofreram enormemente com as medidas e consequências desse incidente.
Por isso, foi relativamente fácil para a recém-criada Companhia de Imigração Oriental (Tōyō Imin Kaisha) reunir imigrantes. Os imigrantes candidatos estavam programados para partir de Kobe a bordo do Tosa Maru da Nippon Yusen em 15 de agosto do mesmo ano. A companhia de imigração havia completado todos os preparativos e estava apenas aguardando a partida.
No entanto, em 5 de agosto, através de um telegrama enviado pela Prado & Jordão & Cia.
"...Devido à queda brusca no preço do café, uma grande crise de pânico se instalou. Está difícil aceitar os imigrantes prometidos. Por favor, cancelem a partida.
...com isso, o contrato foi cancelado. A Companhia consultou o Ministério das Relações Exteriores sobre uma indenização por perdas e danos mas foi informada de que não havia perspectiva.
Naquela ocasião, a Companhia de Imigração Oriental (Tōyō Imin Kaisha) sofreu um prejuízo de 280 mil ienes, resultado dos custos com o recrutamento de imigrantes e o subsequente cancelamento, somados à indenização devida à Nippon Yusen pelos custos de aparelhamento do navio Tosa Maru.
Por ter tido essa difícil trajetória no passado, a Companhia de Imigração Oriental (Tōyō Imin Kaisha) não podia simplesmente ficar parada, observando o início da imigração brasileira por Ryo Mizuno. Por isso, eles incitaram os Srs. Kamiya e Toyoshima, demonstrando um esforço desesperado nas negociações para o transporte de imigrantes.
Finalmente, os esforços dos Srs. Kamiya e Toyoshima surtiram efeito, e o contrato foi assinado entre o representante Toyoshima e o Governo do Estado em 12 de novembro, um pouco depois do contrato de transporte de Takemura.
Os imigrantes de ambas as companhias sob este contrato foram transportados em março de 1912 (45º ano da Era Meiji), e o número de pessoas e famílias era o seguinte:
Companhia Takemura de Colonização : Iwajima Maru - 367 famílias - 1.432 pessoas
Companhia de Imigração Oriental : Kanagawa Maru - 357 famílias - 1.412 pessoas
A situação após o assentamento desses imigrantes não foi tranquila. Conflitos foram travados em várias fazendas, incluindo imigrantes contra empregadores e japoneses contra imigrantes estrangeiros.
Em particular, a Companhia de Imigração Oriental (Tōyō Imin Kaisha), sendo a primeira vez que transportava imigrantes, era inexperiente em todos os aspectos. Por causa disso, o Sr. Kamiya e os demais tiveram muito trabalho.
No entanto, em uma visão geral, a imigração japonesa, embora imperfeita, já havia entrado no rumo correto. No ano seguinte, 1913 (2º ano da Era Taishō), ambas as companhias transportaram imigrantes duas vezes cada.
Em março, Companhia Takemura de Colonzação : Dai Ni Unkai Maru - 384 famílias - 1.506 pessoas
Idem Companhia de Imigração Oriental : Wakara Maru - 394 famílias - 1.588 pessoas
Em agosto, Companhia Takemura de Colonização : 527 famílias - 1.946 pessoas
Em setembro, Companhia de Imigração Oriental : Wakasa Maru - 470 famílias - 1.908 pessoas
No entanto, quando ambas as companhias foram transportar a leva seguinte de imigrantes no ano seguinte, em 1914 (3º ano da Era Taishō), o Governo do Estado de São Paulo recusou, dizendo que "não queria mais saber de imigrantes subsidiados ."
, Companhia Takemura de Colonização : Teikoku Maru - 408 famílias - 1.809 pessoas
Companhia de Imigração Oriental : Wakasa Maru - 412 famílias - 1.688 pessoas
Desde o transporte da primeira leva de imigrantes em 1908 (41º ano da Era Meiji), o número de viagens de transporte chegou a exatamente dez, totalizando 14.886 pessoas e 3.734 famílias.
Assim, como o Governo do Estado de São Paulo recusou os imigrantes subsidiados, a viagem de nossos imigrantes foi interrompida.
O proprietário da Companhia Takemura de Colonização, Sr. Yo'uemon Takemura, decidiu se afastar do negócio de imigração após a interrupção da imigração brasileira. O Sr. Takemura transferiu todos os direitos e obrigações da Companhia ao Sr. Ryo Mizuno.
O Sr. Ryo Mizuno usou isso [a transferência dos direitos] como base e fundou separadamente a Companhia de Colonização da América do Sul (Nanbei Shokumin Kabushiki Kaisha).
Consequentemente, após a interrupção da imigração, essas três companhias — a Companhia de Colonização da América do Sul, a Companhia de Imigração Oriental (Tōyō Imin Kaisha) e a Companhia Morioka de Imigração (Morioka Imin Gōshi Kaisha) — permaneceram em posição de espera.
Em março de 1916 (5º ano da Era Taishō), as três companhias acima mencionadas se uniram para organizar a Cooperativa de Emigração para o Brasil (Burajiru Imin Kaisha). No verão do mesmo ano, a cooperativa enviou o Sr. Tadao Kamiya ao Brasil para conduzir as negociações com as autoridades de São Paulo visando a retomada da introdução de imigrantes japonese。。
O Governo do Estado de São Paulo estava com grandes dificuldades por não conseguir imigrantes da Europa devido à eclosão da Grande Guerra Europeia. O Sr. Kamiya, representante da cooperativa, percebeu essa situação e iniciou as negociações.
Naquela época, o Governo do Estado de São Paulo havia concedido à Antunes dos Santos & Cia. o privilégio de introduzir 10.000 imigrantes anualmente. Dizia-se que esses 10.000 imigrantes poderiam ser de qualquer nacionalidade.
A Cooperativa de Emigração para o Brasil (Burajiru Imin Kumiai) naturalmente entrou em negociação com essa companhia e, em 14 de agosto do mesmo ano [1916], foi firmado um acordo para a introdução de imigrantes japoneses.
A imigração sob este novo acordo foi retomada em abril de 1917 (6º ano da Era Taishō), a partir do navio Wakasa Maru.
Em dezembro de 1917 (6º ano da Era Taishō), a Companhia Ultramarina de Colonização - KKKK) (Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha)foi fundada, e a Companhia de Imigração Oriental (Toyo Imin Kaisha)e a Companhia de Colonização da América do Sul ( Nambei Imin Kaisha ) se fundiram a ela. Por isso, o Sr. Kamiya também transferiu sua posição para a KKKK junto com as companhias, tornando-se um diretor. A Companhia Morioka ( Morioka Imin Kaisha ) de Imigração permaneceu por um tempo na Cooperativa de Emigração para o Brasil, mas também foi adquirida pela KKKK em novembro de 1920 (9º ano da Era Taishō). Daí em diante, as atividades de gestão da imigração brasileira passaram a ser de responsabilidade exclusiva da KKKK.
O Sr. Tadao Kamiya, que se destacou grandemente na introdução de imigrantes no início da imigração brasileira, nasceu em Tóquio em dezembro de 1880 (13º ano da Era Meiji). Após se formar na Escola de Direito Meiji, ingressou na Companhia de Imigração Oriental (Tōyō Imin Kaisha), onde progrediu para gerente. Posteriormente, atuou como diretor em várias companhias, incluindo a Companhia Ultramarina de Colonização (KKKK), Mineração de Carvão de Kyūshū (Kyūshū Sekitan Kōgyō), Seguradora de Imóveis e Incêndio de Tóquio (Tōkyō Dōsan Kasai Hoken), Comércio Takasago (Takasago Shōji), Seguradora de Incêndio Tōshin (Tōshin Kasai Hoken), Hidrelétrica do Rio Kawazu (Kawazugawa Suiryoku Denki) e várias companhias de agricultura e pecuária da Argentina. Também foi presidente da Atami Shokusan (Atami Shokusan) e auditor em entidades como o Hotel de Águas Termais Shimogamo (Shimogamo Onsen Hoteru), Eletricidade Tōyō (Tōyō Denki) e Óptica Musashino (Musashino Kōgaku).
Faleceu em 29 de junho de 1951 (26º ano da Era Showa).
O filho dele trabalha na Shimizu Corporation ( Shimizu Kensetsu e no Governo Metropolitano de Tóquio.